Denominada de Copa Verde, os projetos dos estádios para Copa de 2014 devem prever os gastos com energia e água para os próximos 50 a 70 anos, isso inclui design arrojado para melhor aproveitamento de luz e ventilação natural, reaproveitamento da água da chuva e utilização de materiais recicláveis e de baixo impacto ambiental. O menor custo na manutenção garante um retorno deste tipo de investimento nos primeiros sete a oito anos de vida útil do estádio, dizem os especialistas.
Para acompanhar de perto o andamento das EcoArenas, todos os estádios terão uma certificação conhecida como Leadership in Energy and Environmental Design - Leed, em português, Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente, que refere-se a uma construção sustentável.
Esta certificação é diferente da ISO, pois é feita por pontos e dividida em quatro níveis, são eles: Certificado (40-49 pontos); Prata (50-59 pontos); Ouro (60-69 pontos) e Platina (80 pontos ou mais). Para os projetos que começarão do zero, os patamares ouro e platina são mais realistas, já para obras de reforma, os níveis certificado e prata tornam-se mais palpáveis.
Com o início das obras na Arena Castelão, o consórcio gestor - que contempla a Galvão Engenharia e a Andrade Mendonça, por intermédio da Unidade de Negócios Público Norte, se vê diante de tudo isto com 48 pontos. O diagnóstico foi feito preliminarmente por uma consultoria que analisa desde prevenção da poluição causada pela obra até inovação do projeto. Este processo é feito durante toda a obra e todos os documentos gerados são enviados para o Green Building Council - USGBC, nos Estados Unidos, onde são analisados para posterior emissão dos certificados.
Fonte: Portal da Galvão